Pílula “da longevidade”

    Estudo realizado pela Universidade de Aberdeen, na Escócia, revelou que as usuárias do anticoncepcional oral têm menos chances de morrer por qualquer causa, incluindo todos os tipos de câncer e as doenças cardíacas, em comparação com aquelas mulheres que jamais aderiram à droga.

    Os resultados da pesquisa foram publicados pela revista científica British Medical Journal. “Além de ser um contraceptivo altamente eficiente, a pílula protege contra tumores de intestino, ovário e endométrio”, explicou, por e-mail, Philip Hannaford, diretor da Divisão de Ciências Aplicadas da Saúde da Universidade de Aberdeen e principal autor do estudo. “Esses benefícios parecem durar muitos anos, mesmo após a interrupção do uso”, acrescentou.

    Hannaford e seus colegas estudaram 46 mil mulheres que se dispuseram a participar voluntariamente da pesquisa em 1968, quando o Colégio Real de Clínicos Gerais (RCGP, pela sigla em inglês) começou o Estudo de contraceptivo oral RCGP, uma das maiores investigações médicas sobre os efeitos desses medicamentos à saúde. “Nós as seguimos por 39 anos. Isso significa 1,2 milhão de anos-mulheres (uma medida para calcular os efeitos da droga). Observamos um grupo de usuárias frequentes e o comparamos com as mulheres que jamais haviam utilizado a pílula.

    Percebemos uma redução do perigo de mortes no primeiro grupo”, afirmou o cientista.

    Na conclusão do artigo publicado pelo British Medical Journal, os cientistas escreveram: “A contracepção oral não foi associada ao aumento de risco a longo prazo de morte; ao contrário, um benefício em rede foi aparente”. Ainda de acordo com o texto, “o balanço de riscos e benefícios, no entanto, pode variar em âmbito global, dependendo dos padrões do uso de contracepção oral e do risco de doenças”.

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