Osteoporose: a doença que enfraquece os ossos

    A baixa massa óssea (osteoporose ou osteopenia) é um grave problema de saúde pública que afeta milhões de brasileiros. Calcula-se que, após a menopausa, uma em cada três mulheres desenvolvam a doença. Entre os homens, a freqüência é de quase 10% após os 65 anos de idade.

    Segundo o médico endocrinologista Luiz Henrique Gregório, Diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, o esqueleto é a principal fonte de cálcio do organismo. Assim, sempre que o corpo precisa, “retira” um pouco do cálcio dos ossos, e o repõe depois através da alimentação. Com a idade, este mecanismo vai se desequilibrando e, se a pessoa não tem uma boa reserva de cálcio, vai ficando com os ossos cada vez mais fracos.

    Assim, osteoporose é caracterizada, basicamente, pela fragilidade dos ossos, que ficam “porosos” como uma esponja e sujeitos a um número maior de fraturas e acidentes. Na maioria das vezes, a doença se deve à falta de um hormônio feminino, o estrogênio, que ajuda a proteger os ossos e é produzido em quantidade muito menor após a menopausa.

    Mas há outras causas secundárias para o problema, como a baixa produção de hormônios masculinos, a diabete, a artrite, o alcoolismo, o uso continuado de remédios feitos com cortisona e problemas na tireóide.

    Se não tratada, a osteoporose progride sem sintomas por um longo tempo, até que os ossos começam a se quebrar. Num primeiro momento, surgem microfraturas (muitas vezes na região da coluna, o que causa encurvamento e diminuição da estatura). Depois, começam a acontecer as grandes fraturas, principalmente nos ossos do quadril, da coluna, das pernas e dos punhos.

    Gregório observa que essas fraturas podem provocar danos físicos, sociais e emocionais incalculáveis: “Entre as pessoas mais idosas, quase 50% ficam dependentes da ajuda de outras pessoas pelo resto da vida, e cerca de 20% acabam morrendo no primeiro ano depois da frutura, pois ficam imobilizadas e, muitas vezes, confinadas por um longo tempo, além de serem submetidas a cirurgias complicadas”.

    Mas, ainda que o enfraquecimento dos ossos seja uma das conseqüências do avanço da idade, ele pode ser evitado através de métodos preventivos e de tratamentos. “Por isso, é fundamental que as pessoas se manhenham informadas e, depois dos 50 anos, façam os exames necessários de densitometria óssea para acompanhar o nível de desgaste dos ossos”, conclui o médico.
     

    Fonte: Terra

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