Lugar de remédio não é no lixo

    Jamais devem ser descartados no lixo comum, na pia ou no vaso sanitário.

    É provável que você tenha, em casa ou no escritório, uma farmacinha com remédios para tratar resfriados ou dores de cabeça. Depois de medicado e livre dos sintomas, ou quando o prazo de validade acaba, você sabe que destino dar aos comprimidos e líquidos que sobraram nas embalagens? Descartar corretamente essas substâncias é uma atitude fundamental para a sua saúde e a de outras espécies também.

    – Jamais devem ser descartados no lixo comum, na pia ou no vaso sanitário, pois podem contaminar o ambiente – alerta a farmacêutica Louise Seixas.

    Estudos europeus apontam para dados preocupantes de concentração de princípios ativos de medicamentos na água. O tratamento de purificação elimina micro-organismos, mas não prevê a retirada de compostos dissolvidos. Essas substâncias podem causar alterações nos seres que estão em contato com esse meio.

    – Há o risco de existirem antibióticos no solo ou na água que podem fazer com que micro-organismos desenvolvam resistência a esse medicamento. A presença de hormônios, como os anticoncepcionais, pode até reduzir a fertilidade de alguns animais – explica a farmacêutica Flavia Valladão Thiesen.

    A Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) promove uma campanha para dar um destino correto aos remédios. Depois de recolhidos, eles são levados para aterros sanitários de resíduos perigosos, onde são armazenados de forma a não poluir o solo e a água. Mas a professora faz um alerta: a capacidade desses aterros é limitada, e os postos de coleta não têm estrutura para receber todos os medicamentos recebidos.

    – O problema do descarte poderia ser resolvido ou minimizado se houvesse o uso adequado – afirma Louise.

    Descarte ecológico

    – Em Porto Alegre, existem pelo menos três postos para a coleta e o descarte corretos de medicamentos vencidos: a Farmácia Popular do Brasil (Ramiro Barcelos, 2.500), a UBS Santa Cecília (São Manoel, 543) e a Farmácia Universitária da PUCRS (Ipiranga, 6.681, bloco B). Busque mais informações em secretarias de saúde, vigilâncias sanitárias ou faculdades de Farmácia.

    – Doe os medicamentos que estão fora de uso antes do fim do prazo de validade. Procure locais que aceitem doações, como asilos, hospitais e postos de saúde.

    – Acabe com os ranchos e estoques de medicamentos. Só tome remédios com orientação médica. Além de reduzir o impacto ambiental, você evita o risco de intoxicação.

    Fonte: Zero Hora

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