Doença do sono é agravada por poluição

    Quadro de apneia, distúrbio que causa pausas respiratórias à noite, piora com inversão térmica e ar poluído.

    Pesquisa que pela primeira vez associou os dois problemas foi feita em Harvard e envolveu mais de 3.000 pacientes . A apneia do sono piora em ambientes poluídos e tempo quente. Nesse cenário, as partículas de poluentes ficam suspensas no ar por mais tempo e contribuem para dificultar a respiração de quem sofre da doença.
     
    Essa relação foi estabelecida pela primeira vez em um estudo da Escola de Saúde Pública de Harvard, divulgado neste mês no “American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine”.

    Sabe-se que tanto a poluição quanto a apneia estão relacionadas ao aumento de problemas cardíacos, mas nunca tinha se verificado uma relação entre ambas. A apneia do sono se caracteriza por pausas respiratórias à noite. Pode ser causada por obesidade, bronquite e alcoolismo, entre outros fatores, e está ligada a arritmias cardíacas e hipertensão.

    O estudo avaliou dados de mais de 3.000 voluntários com mais de 39 anos, submetidos a exames que monitoram o sono do paciente. Os autores concluíram que elevações de temperatura em qualquer época do ano e a poluição do ar estão associados a maior risco de apneia.

    Foi relacionado a uma elevação de 13% no risco de apneia, além da redução da qualidade do sono. “Esse tipo de resultado pode ajudar a controlar melhor os mecanismos que levam às doenças cardiovasculares”, diz o pneumologista Pedro Genta, do Centro de Medicina do Sono do Hospital do Coração.

    Fonte: Folha de São Paulo

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